Era apenas mais uma tarde de verão, em que o sol brilhava e ela sentada na varanda lia um dos seus livros favoritos. Pegou no telemóvel e viu as horas. Já eram seis horas. Levantou-se num ápice e foi-se ajeitar.
Vestiu um vestido branco com rendas, muito feminino, colocou o arco castanho na cabeça e calçou as suas sandálias á gladiador.
Alguém tocou á campainha. Ela desceu apressadamente as escadas em direcção á porta, quando a abriu esboçou um sorriso de orelha a orelha. Era ele. Vestia uma camisola verde com uma camisa axadrezada por cima, usava umas calças de ganga largas. Vinha buscá-la para aquela que prometera ser uma noite inesquecível.
- Estás realmente bonita – disse-lhe passando as mãos no cabelo loiro como se estivesse nervoso.
Pegou-lhe na mão, e caminhou com ela até ao seu carro.
-Para onde me estás a levar? – Estava curiosa.
-Eu prometi que te iria voltar a conquistar, e é isso que eu estou a fazer. – Olhou-a nos olhos - vamos parar aqui. Vou vendar-te os olhos. Posso?
Ela assentiu com a cabeça.
Caminharam durante algum tempo de mãos dadas. Antes de lhe retirar a venda beijou-a carinhosamente na testa como fazia quando eram namorados. Ela arrepiou-se.
Com cuidado para não a magoar, soltou o lenço que lhe escondia os profundos olhos azuis.
Ela olhou-o de canto, uma lágrima corria-lhe pela face. Todo aquele ambiente lhe parecia perfeito, desde a disposição da toalha, aos pratos perfeitamente posicionados.
Ele tinha lhe preparado um jantar á beira-rio. Em cima da toalha estava um ramo de rosas vermelhas. Lentamente ela aproximou-se deste e arrancou uma das pétalas. Cheirou-a delicadamente, de seguida leu o pequeno bilhete que estava atado ao laço de cetim que cercava as rosas.
“ Eu sei que não são as flores que mais gostas mas não as encontrei em parte alguma, desculpa. Gosto de ti”
-Não era preciso Diogo – sussurrou.
Ele dirigiu-se ao cesto onde se encontrava a comida, de lá tirou uma caixinha azul-marinho com um laço que a envolvia.
- É para ti, espero que gostes.
Era uma pulseira de prata que tinha gravada numa metade de um coração a seguinte frase “don’t forget”.
- É para que nunca te esqueças de mim, tu tens metade do coração e eu fico com a outra parte. – Parecia nervoso.
- Oh… nem sei o que te dizer – estava nervosa – é linda, obrigada.
Abraçaram-se durante algum tempo. A noite foi agradável, trocaram olhares, riram, conversaram. Já eram horas de voltar a casa.
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