É aquela saudade que não se vê, que não se mostra, mas que dói e faz buraquinhos no coração. Aquela saudade que não se ouve, que se camufla em melodias preconizadas por sorrisos estridentes, mas que faz mais barulho que o bater duma porta no meio de um silêncio intrigante. Aquela saudade que nos come aos bocados pequeninos, porque é assim que mais dói, mas que nos deixa completamente intactos aos olhos de quem nos vê. Aquela saudade que não mata, mas faz sofrer. Aquela saudade que os dias não ajudam a suportar mas que o tempo nos obriga a tal, por nada perdoar.
Saudade essa que carrego no peito todos os dias, e que não vejo a hora de a ver acenar-me com a mão esquerda e dizer-me adeus.
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